A bancada do Partido Novo apresentou, nesta segunda-feira (26), uma notícia-crime à Procuradoria-Geral da República e uma comunicação de fatos à Polícia Federal contra o ministro Dias Toffoli,  do Supremo Tribunal Federal, por “interferência atípica” na condução do inquérito que apura crimes financeiros envolvendo o Banco Master.

As representações são assinadas pelo senador Eduardo Girão (CE) e pelos deputados federais Marcel van Hattem (RS) e Adriana Ventura (SP). O partido pede que a Polícia Federal investigue a atuação do ministro e apure, entre outros pontos, a real titularidade do resort Tayayá, em Ribeirão Claro (PR). O empreendimento pertenceu, em parte, aos irmãos de Toffoli e teve participação de um fundo de investimentos ligado ao caso do Master.

Os parlamentares também questionam decisões adotadas por Toffoli ao longo da investigação, como a transferência do inquérito para o STF sob sua própria relatoria e a imposição de sigilo ao processo

A atuação do ministro passou a ser alvo de críticas também por outras medidas relacionadas ao caso. Entre os episódios citados está a marcação de uma acareação entre o diretor de Fiscalização do Banco Central, Ailton de Aquino, o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa. Após repercussão negativa, Toffoli recuou e deixou a participação de Aquino na acareação a cargo da Polícia Federal.

Na semana passada, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, arquivou um pedido anterior apresentado por parlamentares para que fosse reconhecido o impedimento e a suspeição de Toffoli no caso. A representação mencionava como justificativa a viagem de jatinho feita pelo ministro ao Peru, em novembro, ao lado do advogado Augusto Arruda Botelho, que defende um diretor do Banco Master. 

Mesmo após o arquivamento, a bancada do Novo sustenta que o conjunto de decisões tomadas pelo ministro e os fatos revelados ao longo da investigação justificam a abertura de nova apuração pela PGR e pela Polícia Federal.

Leia a íntegra da representação enviada à PGR:

Leia a íntegra da representação enviada à PF: