Na mais letal ação desde 2021, uma operação contra o Comando Vermelho nos complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro, deixou ao menos 64 mortos nesta terça-feira (28) no Rio de Janeiro. Mais de 100 pessoas foram presas. Entre as vítimas, quatro são policiais.
A ação contou com cerca de 2,5 mil agentes para o cumprimento de mandados de prisão. As polícias militares e civil usaram dois helicópteros, 32 veículos blindados, 12 carros de destruição e drones. Traficantes usaram drones para jogar bombas em policiais durante o confronto.
O objetivo da ação é desarticular lideranças do Comando Vermelho, uma das maiores facções criminosas do país. Entre os alvos estão lideranças da facção de outros estados, como o Ceará, que se escondem nas comunidades cariocas.
Criminosos tentaram se proteger fechando vias de acesso, com o uso de veículos roubados e entulho. Entre as vias fechadas está a Linha Amarela, uma das principais da cidade.
Em entrevista coletiva para falar sobre a ação, o governador do Rio, Cláudio Castro, reclamou da falta de ajuda do governo federal. “Estamos sozinhos nessa luta hoje. É uma operação maior que a de 2010 e, infelizmente, desta vez, como ao longo deste mandato inteiro, não temos o auxílio de blindados nem agentes das forças federais de segurança e defesa”, afirmou Castro,
Castro disse que o governo não cedeu veículos blindados do Exército porque, para isso, seria preciso decretar um decreto de Garantia da Lei e da Ordem (GLO). Nessa circunstância, a União pode colocar militares das três Forças para atuar nas ruas, com poderes de polícia ostensiva.
Filiado do PL, de Jair Bolsonaro, Castro é um dos governadores que fazem oposição à PEC da Segurança Pública, enviada pelo Ministério da Justiça ao Congresso no ano passado, que amplia a atuação do governo federal no combate ao crime organizado.
Para receber nossas notícias, clique aqui e acesse o canal do Bastidor no WhatsApp.

