A Polícia Federal indiciou o empresário Breno Chaves Pinto, segundo suplente do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, do União Brasil, por envolvimento no esquema de fraudes em licitações no Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) do Amapá.
Breno foi alvo de uma operação da PF em julho do ano passado. No relatório que embasou a ação, a corporação elencou conversas dele com o chefe do Dnit no Amapá, Marcelo Vieira Linhares, também indiciado por associação criminosa, violação de sigilo funcional e fraude à licitação. Linhares é apontado como o líder do esquema.
Segundo a PF, o esquema direcionou ilegalmente quatro contratos de manutenção da BR-156, somando mais de 60 milhões de reais, para empresas ligadas ao suplente e ao empresário Luiz Otávio Fontes Junqueira, dono da LCM Construção e Comércio, que também foi alvo da operação.
Chaves Pinto ainda usava o nome de Alcolumbre para pressionar por repasses federais ao Dnit e se apresentava como interlocutor capaz de influenciar atos administrativos, conduta enquadrada pela PF como tráfico de influência.
Após receberem os pagamentos do governo, Chaves Pinto realizou saques fracionados de pelo menos 3 milhões de reais em dinheiro vivo das contas das empresas envolvidas. Em 2024, um dos saques, de 350 mil reais, foi monitorado pela corporação.
Com o indiciamento concluído, o inquérito segue para análise do Ministério Público Federal. Foi encaminhado também à 4ª Vara Federal do Amapá, que decidirá sobre os próximos passos do caso.
O Bastidor procurou as defesas de Chaves Pinto e Marcelo Linhares, mas não obteve resposta. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, disse que não tem relação com a atuação empresarial de seu suplente.
Leia a íntegra abaixo da nota de Alcolumbre:

