O ministro Alexandre de Moraes determinou, nesta segunda-feira (22), a prorrogação por mais 90 dias do inquérito que investiga a existência de milícias digitais para a propagação de conteúdos de extrema-direita no país. A apuração teve início em julho de 2021 e se arrasta desde então no Supremo Tribunal Federal (STF).
Embora a maior parte do inquérito seja pública, ainda não está claro qual é o escopo da investigação. Depois de dois anos e meio, era de se esperar que alguém já tivesse sido, ao menos, alvo de alguma ação penal resultante das investigações, mas isso não aconteceu até hoje.
Moraes é o relator desse e de outros inquéritos que apuram a atuação de grupos de extrema-direita no país. Alguns deles responsáveis pela organização dos atos do dia 8 de janeiro de 2023, em Brasília. No entanto, a morosidade dessas investigações gera intensas críticas dos supostos alvos, pois ninguém sabe exatamente sobre o que está sendo investigado, tampouco se poderá ser condenado ou não.
No despacho em que deu continuidade aos trabalhos, Moraes argumentou que foi a Polícia Federal quem solicitou a prorrogação, para que possam ser concluídas algumas diligências ainda em andamento. Não foram especificados quais procedimentos devem ser concluídos, nem se isso será possível dentro do novo prazo concedido pelo ministro.
Leia abaixo a íntegra do despacho:

