Tão logo soube da decisão do Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado de mobilizar servidores para greves a partir de 18 de janeiro, nesta quarta-feira, 29, Paulo Guedes pediu ao presidente que não ceda aos pedidos de aumento de salário.
Segundo o ministro da Economia, a situação fiscal do país ficaria insustentável e geraria mais crise num ano de eleição.
A entidade representa 200 mil servidores públicos e prevê a entrega de cargos comissionados. Uma eventual greve-geral vai ser discutida em fevereiro.
Guedes pediu a Bolsonaro que deixe o governo negociar, porque o país não tem condição de dar os aumentos pedidos pelas categorias.
A mobilização começou após o presidente incluir no orçamento do ano que vem um reajuste salarial para a Polícia Federal, setor que pertence à sua base eleitoral, pensando justamente na reeleição no ano que vem.
O medo do ministro da Economia, de acordo com seus interlocutores, é que Bolsonaro ceda os aumentos e prejudique ainda mais as contas públicas, que estão sob sua responsabilidade.

