O reajuste prometido por Jair Bolsonaro a polícias federais – que já está sendo colocado sob suspeita de não ser concedido – instigou diversas carreiras a buscar o mesmo direito. Algumas estão no Judiciário. Magistrados têm pressionado, inclusive judicialmente, para garantir a recomposição salarial anual prevista na Constituição.

Mas o aperto fiscal vivido pela União faz com que parte desse grupo comece a aceitar a possibilidade de essa recomposição vir parceladamente, nos próximos anos, junto com as recomposições inflacionárias que serão concedidas a cada ano. A Andes, associação de classe dos desembargadores, já concede essa possibilidade.

Em nota, a entidade afirma que a defasagem – em relação ao previsto em lei – ultrapassa 49%; mas admite que, “como seria difícil conseguir isso de uma só vez, é razoável e imperioso buscar essa recomposição de forma parcelada”.

Essa saída encontrada pela Andes pode ajudar a reduzir a pressão que alguns líderes de outras associações de classe da magistratura têm sofrido para cobrar a recomposição de Jair Bolsonaro, Luiz Fux e Paulo Guedes.