A Suprema Corte de Cassações da Itália negou, nesta sexta-feira (22), um dos pedidos de extradição da ex-deputada Carla Zambelli. A ação refere-se ao processo em que ela foi condenada a 10 anos de prisão, por ter invadido os sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

A corte mudou a decisão tomada em março, pela Corte de Apelação, uma instância inferior no sistema jurídico italiano. O tribunal também determinou que ela seja solta para responder ao caso em liberdade.

Zambelli estava presa havia 10 meses, desde que foi denunciada por um deputado italiano. Seu nome passou a constar na lista vermelha da Interpol, depois que ela fugiu do Brasil para evitar ser presa.

O novo entendimento também contrariou parecer da Procuradoria Italiana, que defendia o retorno de Zambelli ao Brasil. Porém, os juízes concordaram com os argumentos da defesa, que alegou perseguição política contra a ex-deputada.

A decisão representa uma vitória para a ex-deputada bolsonarista, mas não é um impedimento final à extradição. O processo ainda seguirá para o Ministério da Justiça da Itália, que terá a palavra final sobre o caso. Assim como no Brasil, a decisão sobre a extradição de criminosos cabe ao governo, não apenas ao sistema judiciário. A pasta terá 45 dias para analisar o processo.

Na mesma sessão, a Corte de Cassações negou pedido da defesa de Zambelli para unificar o outro processo que pede sua extradição, pela condenação por porte ilegal de arma de fogo. No ano passado, ela foi condenada a cinco anos e três meses de prisão por correr armada pelas ruas de São Paulo ameaçando um homem.