Três meses após o início da operação, a Sabesp anunciou, na noite de ontem, a conclusão da compra da Empresa Metropolitana de Águas e Energia, a Emae. O negócio foi fechado por 682,6 milhões de reais. Agora, a companhia paulista espera a realização de uma assembleia para assumir o controle operacional da Emae, que segue nas mãos de Nelson Tanure até lá. A previsão é de que isso ocorra até março.

A venda da Emae para a Sabesp representou uma derrota a Tanure. Em 2024, o empresário arrematou a empresa de energia por pouco mais de 1 bilhão de reais, em leilão feito pelo governo de São Paulo. No ano seguinte, porém, assistiu a empresa ser vendida contra sua vontade, após a Vórtx liquidar ações da Emae entregues como garantia na emissão de debêntures.

Desde então, Tanure vinha tentando impedir a conclusão da operação por meio de ações na Justiça e de recursos apresentados a órgãos reguladores. Embora ainda haja recursos pendentes de análise na segunda instância do Tribunal de Justiça do Rio e em órgãos reguladores, a operação já foi aprovada pelo Cade e pela Aneel. A cúpula da Sabesp considera improvável que o negócio seja revertido.

A Sabesp informou, em comunicado ao mercado, que não pretende fechar o capital da Emae nem realizar uma reestruturação societária envolvendo as empresas.