Apesar das manobras do empresário Nelson Tanure, a venda da Empresa Metropolitana de Águas e Energia (Emae) para a Sabesp está perto de ser concluída. Após o aval dos órgãos reguladores, a finalização da operação depende agora apenas do cumprimento de formalidades previstas no contrato de compra e venda firmado entre a companhia paulista, a Vórtx e a Axia Energia.

Em abril de 2024, Tanure comprou a Emae por pouco mais de 1 bilhão de reais, em leilão promovido pelo governo de São Paulo. A transação foi a primeira privatização da gestão do governador Tarcísio de Freitas. Em outubro de 2025, no entanto, o empresário perdeu o controle da empresa, depois que a Vórtx liquidou ações da Emae entregues como garantia na emissão de debêntures.

Desde então, Tanure tenta barrar a conclusão da operação com ações na Justiça e recursos apresentados a órgãos reguladores. Nesta semana, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica negou por unanimidade o recurso do empresário e manteve a decisão que aprovou a venda da Emae à Sabesp, sem restrições. A Agência Nacional de Energia Elétrica também aprovou a operação.

Em comunicado ao mercado divulgado hoje, a Emae informou que a conclusão da venda ainda depende do cumprimento de formalidades adicionais previstas nos instrumentos firmados entre as partes envolvidas. Segundo a companhia, esses termos não são de seu conhecimento, já que a Emae não integra o respectivo negócio.

Tanure, no entanto, ainda tem uma última cartada. Em 13 de janeiro, o empresário apresentou um recurso contra a venda da Emae à Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico. A petição ainda não foi analisada pelo órgão.