O Banco Central decretou na manhã desta quinta-feira (15) a liquidação extrajudicial da Reag Investimentos. A decisão foi tomada um dia depois de uma operação da Polícia Federal que teve como um dos alvos João Carlos Falbo Mansur, fundador e ex-controlador da gestora. A investigação apura suspeitas de crimes contra o sistema financeiro nacional.
Em ato assinado pelo presidente do BC, Gabriel Galípolo, a autoridade determinou a liquidação da CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários – novo nome da Reag Trust DTVM. O grupo Reag reúne diferentes empresas sob a Reag Capital Holding. Na prática, o Banco Central liquidou a companhia do conglomerado autorizada a operar no mercado financeiro e de capitais.
Segundo o decreto, a medida foi adotada por infringência às normas que regulam a atividade da instituição. O BC nomeou a APS Serviços Especializados de Apoio Administrativo como liquidante. O responsável técnico será Antonio Pereira de Souza.
O Banco Central também decretou a indisponibilidade de bens de controladores e ex-administradores, incluindo Mansur e integrantes ligados à Reag, entre outros citados no ato.
Em decisão separada, o BC determinou ainda a liquidação extrajudicial da Advanced Corretora. A justificativa foi o “grave comprometimento” da situação econômico-financeira e “graves violações” às normas legais que disciplinam a atividade da instituição. Assim como no caso da Reag, os bens de controladores e ex-administradores ficam indisponíveis. O liquidante nomeado foi Fabiano Fabri Bayarri.
Os comunicados de ambas as liquidações não deixam claro se há ligação entre a Advanced e a Reag. A corretora operava no segmento S5, destinado a empresas de pequeno porte no setor financeiro. Segundo o BC, a empresa operava apenas 0,14% do mercado de câmbio brasileiro.

