João Carlos Falbo Mansur, fundador da Reag Investimentos, voltou a ser alvo da Polícia Federal nesta quarta-feira (14). Ele já tinha tido seu celular apreendido em 3 de outubro na investigação Quasar, que apura uso de fundos de investimentos pelo PCC (Primeiro Comando da Capital).
Embora ainda seja pouco conhecido, Mansur é um personagem central no mercado financeiro. A Reag era um colosso. As ramificações da atuação de Mansur vão muito além do caso Master. Envolve dinheiro de muita gente grande.
Hoje, os policiais cumpriram um mandado de busca e apreensão contra Mansur em São Paulo no contexto da segunda fase da operação Compliance Zero, que investiga a venda do Banco Master para o BRB (Banco Regional de Brasília).
Segundo as investigações, os fundos de investimentos da Reag, de Mansur, foram usados para aumentar o patrimônio líquido do Master antes das tratativas de venda. A segunda fase da operação tem por objetivo colher materiais para esclarecer o uso da gestora de fundos no suposto esquema de fraude comando por Vorcaro.
O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal, foi quem autorizou o cumprimento de 42 mandados de busca e apreensão em 5 estados e o bloqueio de 5,7 bilhões de reais de bens entre os alvos da operação.
Essa segunda fase da Compliance Zero mirou também a família de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A PF cumpriu mandados contra Henrique Vorcaro, pai do banqueiro, e seu cunhado, Fabiano Campos Zettel, que acabou preso enquanto tentava embarcar para Dubai.
Outro alvo é o empresário Nelson Tanure, proprietário de empresas beneficiadas com os fundos de investimentos controlados pela Reag e ligados ao banco Master. Ele teve o celular apreendido por policiais no Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro.

