Ninguém comenta, mas servidores da Receita Federal continuam com seu ativismo para obrigar o Executivo a pagar o bônus de eficiência – apesar de a classe argumentar em público que o problema é o corte de 1,2 bilhão de reais no orçamento do órgão.

Eles continuam com operações padrão (que são análises minuciosas e demoradas), iniciadas em 23 de dezembro do ano passado. Também não têm sido lavrados termos de distribuição do procedimento fiscal – assim, o serviço fica pela metade, pois há análise prévia sem a consequente tramitação administrativa.

Uma das maneiras de os servidores da Receita alardearem o caos no fim do ano passado foram as entregas de cargos comissionados. Mas nada disso parece influenciar o Ministério da Economia ou a Receita, que disse ao Bastidor “não comentar sobre greve”.

Enquanto os servidores continuam nessa cruzada, o caso é “assunto proibido” nos domínios de Paulo Guedes, segundo uma fonte da pasta. “Aqui, ninguém acredita que o movimento avançará além da operação padrão”, afirmou.

Atualização às 18h10 de 25 de março: O Sindifisco afirmou em nota que também exige “realização de concurso público para auditor-fiscal, para suprir ao menos parte da perda de 40% do efetivo ocorrida nos últimos anos, regulamentação da Lei 13.464/2017 [que trata de bonificações] e recomposição do orçamento do órgão, que não é suficiente para a suprir as demandas do órgão após maio deste ano”.