A Gol anunciou nesta segunda-feira (9) um plano de reestruturação que deverá ser apresentado ao Tribunal de Falências do Distrito Sul de Nova York, onde a empresa pediu recuperação judicial, em janeiro deste ano. Segundo o fato relevante divulgado ao mercado, a estratégia passa pela emissão de novas ações, para reduzir o endividamento da empresa.
O documento aponta que, em setembro deste ano, a dívida líquida da Gol era de 27,6 bilhões de reais. Além disso, a empresa registrou 830 milhões de reais em prejuízos no terceiro trimestre.
Segundo a Gol, 1,7 bilhão de dólares do endividamento devem ser reduzido por meio de conversão em capital ou de extinção da dívida, além de outros 850 milhões de dólares em outras obrigações.
A Abra Group, principal acionista da Gol e da colombiana Avianca, aceitou receber 950 milhões de dólares da dívida de 2,8 bilhões que reivindica da companhia aérea brasileira em novas ações; e outros 850 milhões de dólares em dívida reestruturada, da qual 250 milhões serão convertidos também em papeis da empresa.
O anuncio também prevê o aporte de 1,85 bilhão de dólares em novo capital, dos quais até 330 milhões de dólares seriam por meio da emissão de novas ações da empresa. Esses papeis devem ser vendidos a novos investidores.
Ainda de acordo com a Gol, a empresa continuará cumprindo os contratos de arrendamento de aviões que estão em curso, sem alterar as cláusulas em vigor.
O plano deverá ser analisado pela corte novaiorquina no dia 15 de janeiro de 2025. Caso seja aprovada, a proposta passará também por uma assembleia de credores, cuja data ainda não foi definida. A expectativa da Gol é encerrar o processo até abril do ano que vem.
Embora esteja passando pela recuperação judicial, a Gol tem mantido as operações normalmente no Brasil. Em uma nota à imprensa, a Abra Group ainda avaliou que o processo poderá culminar em uma estreita parceria entre a empresa brasileira e a Avianca, em um futuro próximo, depois do processo de recuperação judicial.

