As ações do Banco do Brasil recuaram 2,2% na B3 nesta segunda-feira (25), depois que a Advocacia-Geral da União (AGU) acionou a Polícia Federal para apurar a disseminação de notícias falsas sobre a instituição financeira. Desde a semana passada, perfis bolsonaristas incentivam que correntistas tirem dinheiro do banco.

O Banco do Brasil enviou uma notícia-crime à AGU, na qual cita publicações do advogado Jeffrey Chiquini, que defende Filipe Martins, ex-assessor de Bolsonaro, e dos deputados Eduardo Bolsonaro e Gustavo Gayer (PL-GO). A partir daí, a AGU acionou a PF.

As postagens aproveitam a repercussão da aplicação da Lei Global Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) para alarmar correntistas. A ordem do governo americano estabelece sanções a pessoas e instituições que mantenham negócios com pessoas ou entidades alvos da lei.

Como Moraes, assim como os ministros do STF, tem conta no BB, os perfis bolsonaristas passaram a disseminar a versão de que o banco será sancionado pelo governo americano e os correntistas perderão dinheiro.

O pedido de investigação aponta outros perfis além dos três, como o da Rádio Auriverde, um dos principais veículos bolsonaristas.

Desde o dia 19, quando começou a ação, o BB divulgou dois comunicados em que afirma que “declarações enganosas ou inverídicas que tenham como objetivo prejudicar a imagem do Banco do Brasil não serão toleradas” e anunciou que buscaria medidas legais contra os envolvidos.

Para a AGU, a iniciativa coloca em risco o sistema financeiro nacional e pode ser enquadrada como crime, com pena que varia de dois a seis anos de prisão, além do pagamento de multa.

Leia a íntegra do pedido de investigação feito pela AGU:

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