Não foi política, como pode parecer, a decisão da Anvisa de pedir mais informações ao Instituto Butantan antes de proceder à análise do uso emergencial da Coronavac.
Dois técnicos de carreira da agência envolvidos nessa análise disseram ao Bastidor que os documentos enviados pelo Instituto Butantan na sexta são insuficientes, mesmo considerando a emergência sanitária.
Um deles afirmou ter ficado “assustado” com a ausência de dados elementares, especialmente sobre o grau de imunização esperado da vacina – uma informação relacionada à eficácia da Coronavac. Há ausências expressivas, segundo os técnicos, nas informações sobre os participantes dos testes.
Ao menos até o momento, o corpo técnico da Anvisa não entendeu como a eficácia da Coronavac pode ser estimada em 78%, como anunciou o governador de São Paulo, João Doria. Os dados disponíveis não permitem concluir esse percentual de eficácia, segundo os técnicos.
Esses servidores estão empenhados em liberar essa e outras vacinas, desde que protocolos mínimos sejam obedecidos.

