O ex-deputado federal Chiquinho Brazão foi alvo nesta quinta-feira (9) de uma operação da Polícia Federal por desvio de emendas parlamentares. Foram cumpridos dois mandados de prisão, 21 de busca e apreensão e o bloqueio patrimonial no valor de 100 milhões de reais, com autorização do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.

Foram presos o empresário Raphael da Silva Gonçalves, e o policial militar e ex-assessor Robson Calixto Fonseca, o Peixe, ex-assessor de Brazão.

No ano passado, Chiquinho e seu irmão, Domingos Brazão foram condenados a 76 anos de prisão por mandar matar a vereadora Marielle Franco e Anderson Gomes em 2018. Eles cumprem prisão domiciliar.

As informações do esquema foram descobertas no decorrer das investigações do assassinato de Marielle. A Polícia Federal identificou desvio de dinheiro público encaminhado por Chiquinho, via emendas parlamentares, para organizações da sociedade civil, as OSCs, que mantinham contratos e parcerias com órgãos do governo.

Segundo a PF, o dinheiro foi desviado por meio de empresas de fachada com objetivo de “ocultar a origem e o destino dos valores”. São apurados os crimes de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Em nota, a PF afirma haver “suspeita de irregularidades nas parcerias celebradas com as OSCs investigadas, tais como superfaturamento, conluio entre empresas participantes das cotações de preços e inexecução contratual”.

A defesa de Chiquinho Brazão ainda não se pronunciou.