O senador Rodrigo Pacheco, do PSB, não esperou uma reunião pré-agendada com o presidente Lula para fazer o anúncio. Nesta sexta-feira (29), durante um evento em São Paulo, afirmou que seu ciclo na política se encerrou.
Há meses, Lula e o PT buscavam alternativas para convencer Pacheco a disputar o governo de Minas Gerais. Com sua desistência oficial, o PT busca uma solução para Lula ter palanque no segundo maior colégio eleitoral do país.
Dirigentes petistas em Minas defendem uma chapa com Marília Campos, ex-prefeita de Contagem, como governadora, o deputado federal Reginaldo Lopes na primeira vaga ao Senado e o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil com a segunda. O posto de vice seria ocupado pelo PSB. “Se Lula quisesse levar o governo e Senado em MG, ele construiria essa chapa”, afirmou em caráter reservado um importante dirigente do PT.
No mesmo evento, Pacheco citou nomes do empresário Josué Gomes da Silva e do ex-procurador do Ministério Público de Minas Gerais Jarbas Soares, ambos filiados ao PSB, como alternativas à disputa ao governo.
De acordo com um dirigente petista com conhecimento das conversas internas, o partido não pretende ter um nome do PSB na cabeça de chapa. O único nome do partido com aval petista seria o de Pacheco.
Lula terá de convencer Marília a disputar o governo, segundo dirigentes petistas. A ex-prefeita de Contagem quer concorrer ao Senado, disputa em que aparece como favorita. Outro nome avaliado é o de Sandra Goulart, ex-reitora da Universidade Federal de Minas Gerais.
Os nomes que hoje estão na mesa do PT para a disputa já foram levados a Lula em fevereiro. Na ocasião, como mostrou o Bastidor, o presidente os descartou e reforçou a preferência por Pacheco.

