O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, do PL, renunciou ao cargo nesta segunda-feira (23), véspera da retomada do julgamento no Tribunal Superior Eleitoral que analisa ações por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022 e que pode resultar na cassação de seu mandato e em sua inelegibilidade.

A decisão ocorre com o placar já em 2 votos a 0 pela cassação. Ao renunciar antes da decisão, Castro busca reduzir as consequências de uma eventual condenação, especialmente a perda dos direitos políticos. Castro pretende ser candidato ao Senado. A estratégia, no entanto, não impede o TSE de dar continuidade à análise nem garante que ele escape de ficar inelegível.

O julgamento havia sido suspenso após pedido de vista do ministro Kássio Nunes Marques e será retomado nesta terça-feira (24). Segundo a denúncia, Castro e aliados criaram cerca de 27 mil cargos temporários na Fundação Ceperj e usaram os contratados na campanha de 2022 como cabos eleitorais, que recebiam pagamentos em dinheiro.

Com a saída de Castro, aprofunda-se o vácuo na linha sucessória no Rio. O governo passa a ser exercido interinamente pelo presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, desembargador Ricardo Couto. O vice-governador, Thiago Pampolha, não assume porque também integra a chapa eleita em 2022 e é alvo das ações no TSE e foi indicado a uma vaga no Tribunal de Contas do estado.