O presidente Lula afirmou, nesta sexta-feira (13), durante evento no Rio de Janeiro, que revogou o visto de Darren Beattie, assessor do governo de Donald Trump responsável por temas ligados ao Brasil. A decisão impede a entrada dele no país.

Beattie pretendia viajar a Brasília para visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro, preso no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, a Papudinha. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, chegou a dar autorização para o encontro fora dos dias regulares de visitação. Voltou atrás na quinta-feira (12) após comunicação do Itamaraty. Afirmou que o encontro poderia “configurar indevida ingerência nos assuntos internos do Estado brasileiro”.

Ao comentar o caso, Lula disse que o assessor só poderá entrar no Brasil se o governo dos Estados Unidos permitir a entrada do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e de sua família no país. Segundo o presidente, a decisão segue o princípio de reciprocidade nas relações diplomáticas. Em setembro de 2025, o governo americano cancelou os vistos da esposa e da filha de Padilha, o que levou o ministro a desistir de uma viagem a Nova York.

“Aquele cara americano que disse que vinha para cá visitar o Jair Bolsonaro foi proibido de visitar e eu o proibi de vir ao Brasil enquanto não liberar o visto do meu ministro da Saúde, que está bloqueado”, disse Lula.

Com a revogação do visto, a visita de Beattie ao Brasil e o possível encontro com Bolsonaro ficam inviabilizados. Além disso, o ex-presidente está internado na UTI de um hospital particular em Brasília após diagnóstico de broncopneumonia. A visita estava prevista para quarta-feira (18).