O ministro Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça, é suspeito de ter assediado sexualmente uma jovem de 18 anos. Há uma representação contra Buzzi no Conselho Nacional de Justiça e a Corregedoria Nacional de Justiça abriu um procedimento sigiloso para examinar a denúncia.

De acordo com a mãe da jovem, que procurou o presidente do STJ, ministro Herman Benjamin, sua família passava férias na casa do ministro em Balneário Camboriú (SC). As famílias são amigas. De acordo com o relato, no dia 9 de janeiro, quando a jovem entrou no mar, Buzzi tentou agarrá-la à força. O caso foi revelado pela revista Veja.

A família registrou um boletim de ocorrência no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa da Polícia Civil de São Paulo. Por Buzzi ser ministro do STJ, o caso foi encaminhado ao Supremo Tribunal Federal. Escolhido por sorteio, o ministro Kassio Nunes Marques será o relator do inquérito, que corre em sigilo. No STJ, Buzzi será alvo de uma sindicância interna, a cargo dos ministros Raul Araújo, Isabel Gallotti e Antônio Carlos Araújo.

O CNJ afirma que um procedimento para examinar a denúncia está em curso na Corregedoria Nacional de Justiça e que a tramitação ocorre em sigilo.”Tal medida é necessária para preservar a intimidade e a integridade da vítima, além de evitar a exposição indevida e a revitimização. A Corregedoria colheu nesta manhã depoimentos no âmbito do processo”, diz a nota. Os depoimentos foram colhidos na manhã desta quarta-feira (4) pelo corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell.

Daniel Bialski, advogado da jovem, afirmou em nota que “neste momento o mais importante é preservá-los, diante do gravíssimo ato praticado. Aguardamos rigor nas apurações e o respectivo desfecho perante os órgãos competentes”.

O STJ informou que não vai se manifestar sobre o caso. Por meio de nota, o gabinete do ministro Marco Buzzi afirma que ele foi “surpreendido com o teor das insinuações divulgadas” e sustenta que elas não correspondem aos fatos. Na manifestação, Buzzi diz repudiar “toda e qualquer ilação de que tenha cometido ato impróprio”.