O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a prisão domiciliar de 10 condenados por participação na tentativa de golpe de estado de 2022. A decisão foi tomada depois da tentativa de fuga do ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvinei Vasques, que foi preso no Paraguai, na sexta-feira (26).

Os mandados foram cumpridos pela Polícia Federal na manhã deste sábado (26), em Brasília e em outros sete estados. A medida é excepcional, já que o STF tem esperado o trânsito em julgado dos processos para determinar a prisão dos condenados que respondem a processos em liberdade.

Os alvos da operação são:

  • Ailton Gonçalves Moraes Barros – ex-major do Exército
  • Ângelo Denicoli – major da reserva do Exército
  • Bernardo Romão Corrêa Netto – coronel do Exército;
  • Carlos Cesar Moretzsohn Rocha – presidente do Instituto Voto Legal.
  • Fabrício Moreira de Bastos – coronel do Exército;
  • Filipe Martins – ex-assessor de Jair Bolsonaro
  • Giancarlo Rodrigues – subtenente do Exército
  • Guilherme Marques Almeida – tenente-coronel do Exército;
  • Marília Alencar – ex-diretora de Inteligência do Ministério da Justiça
  • Sérgio Ricardo Cavaliere de Medeiros – tenente-coronel do Exército

Todos terão que usar tornozeleira eletrônica e estão proibidos de usar redes sociais ou se comunicar com os demais réus, além de perderem registros de armas de fogo. Também foram obrigados a entregar passaportes e documentos pessoais que pudessem facilitar eventual saída do país. Com a medida, Moraes tenta estancar as reiteradas tentativas de fuga dos golpistas condenados.

Assim como Silvinei, todos os atingidos integram os núcleos 2, 3 e 4 da trama golpista de 2022. Os réus do núcleo 1, que inclui o ex-presidente Jair Bolsonaro, já estão cumprindo suas penas na cadeia, menos Alexandre Ramagem, que fugiu para os Estados Unidos e o general Augusto Heleno, que ganhou o direito à prisão domiciliar humanitária.