A Polícia Federal e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de São Paulo prenderam nesta quarta-feira (10) dois policiais civis do Departamento Estadual de Prevenção e Repressão ao Narcotráfico (Denarc) suspeitos de receber 1 milhão de reais em propina do advogado Ademilson Alves de Brito, que também foi preso.

Segundo as investigações, os policiais Murilo Muniz e Alan Fernandes receberam a quantia para paralisar o inquérito contra um traficante do PCC (Primeiro Comando da Capital) conhecido como Costurado (seu nome não foi revelado). Ele foi preso em 2024 por transportar 345 quilos de cocaína em um fundo falso de caminhão. Tempos depois, foi solto e a investigação parou.

A PF encontrou no celular do traficante um vídeo em que os policiais e o advogado negociam detalhes sobre o pagamento. Na operação Mata-Nota, nesta quarta, os policiais realizaram buscas no Denarc e nas casas dos policiais, onde apreenderam dinheiro em espécie e máquinas de contar cédulas.

A investigação aponta que os policiais compraram imóveis pouco tempo depois da propina e ostentavam um patrimônio incompatível com seus salários. O advogado já foi condenado em um processo de extorsão e associação criminosa.

O Bastidor tenta localizar as defesas dos acusados.