A operação Magnas Fraus da Polícia Federal, que investiga o maior roubo ao sistema financeiro do país, prendeu 21 integrantes da quadrilha no Brasil e no exterior. Entretanto, seguem foragidos cinco integrantes dela; quatro estão fora do país. Todos os golpistas estão na lista de difusão vermelha da Interpol.

Embora estejam foragidos, os integrantes da quadrilha contrataram advogados no Brasil para os defenderem nos processos e conseguirem, assim, voltar ao país sem serem presos. Segundo pessoas a par das investigações, os investigados continuam operando as carteiras de criptomoedas alimentadas com o dinheiro roubado.

Um dos principais fugitivos é Gabriel Bernardes Ferreira Faria, apontado como membro do núcleo de lavagem do dinheiro. Ele se encontra foragido na Alemanha desde 16 julho, quando foi deflagrada a primeira fase da operação. Gabriel é aliado de Patrick Zanquetim de Morais, principal lavador do roubo.

Como mostrou o Bastidor, a defesa de Gabriel recorreu até o Superior Tribunal de Justiça para que ele conseguisse retornar ao Brasil e responder em liberdade. O pedido foi negado.

Da segunda fase da operação, realizada em 30 de outubro, seguem foragidos Daniel Mizael dos Santos Silva e Vitor Dussantos Cilira da Silva, apontados como operadores técnicos do roubo. Eles estavam hospedados no hotel Royal Tulip, em Brasília, com Ítalo Jordi Pireneus, o Breu, durante o roubo. Segundo os investigadores, os dois estão fora do Brasil.

A defesa de Daniel e Paulo solicitou acesso ao processo, mas o juiz do caso, Paulo Fernando Demora, do Tribunal de Justiça de São Paulo, negou por estar pendente o cumprimento do mandado de prisão.

Outro foragido é Marcus Vinícius dos Santos Machado, dono de fintechs de fachada usadas para transicionar parte do dinheiro roubado. Ele está fora do Brasil desde 5 de julho, quando embarcou com parte da quadrilha em um voo para Argentina.

De acordo com os investigadores, o único envolvido que segue no Brasil ou em países da fronteira é Douglas Souza Amorim, conhecido como Dexter, apontado como um dos principais operadores financeiros do roubo. A PF não conseguiu localizá-lo durante a operação no dia 30 de outubro.

O Bastidor entrou em contato com as defesas dos envolvidos, que não quiseram se manifestar.

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