Um dos principais suspeitos de envolvimento no maior roubo ao sistema financeiro do país é considerado foragido pela Polícia Federal. Gabriel Bernardes Ferreira de Faria, de 23 anos, tem um mandado de prisão em aberto desde 24 de julho. De acordo com pessoas ligadas à investigação, ele está na Alemanha. A PF avalia pedir a inclusão do seu nome na lista de difusão da Interpol.
Gabriel participou do ataque à C&M Software, o mais grave dos últimos meses, que causou prejuízo de 3 bilhões de reais. É suspeito de ter movimentado dinheiro do roubo e transformado parte em criptomoedas para o grupo criminoso envolvido.
Gabriel é de Aparecida de Goiânia (GO), mesma cidade onde foram presos Patrick Zanquetim e Nilla Vitória, suspeitos de lavar cerca de 5 milhões de reais em criptomoedas. Foi identificado pelos investigadores como comprador de ativos digitais em carteiras utilizadas por Zanquetim e outros envolvidos no ataque à C&M Software.
Gabriel contratou advogados para atuar no processo que tramita no Tribunal de Justiça de São Paulo. No dia 5, sua defesa apresentou um pedido de habeas corpus, que ainda aguarda análise.
Entre julho e setembro, ao menos oito ataques a fintechs e empresas de tecnologia — incluindo a Sinqia — foram registrados. Os criminosos vêm concentrando suas ações em mecanismos relacionados ao Pix.
Os investigadores identificaram semelhanças tanto no método de ataque quanto na forma de distribuição do dinheiro entre os casos, que agora estão reunidos no inquérito conduzido pela Polícia Federal e por promotores de São Paulo e do Rio de Janeiro.
Rodrigo Lustosa, advogado de Gabriel afirma que “ele não tem qualquer vinculação com estes fatos e estamos debatendo, via habeas corpus impetrado perante o TJSP, a revogação de sua prisão, a fim de que ele possa responder em liberdade ao processo e comprovar sua inocência”.
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