A força-tarefa composta por Polícia Federal, Ministérios Públicos do Rio e de São Paulo e Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou nesta quinta-feira (30) a segunda fase da operação Magnas Fraus, contra a quadrilha que realizou em julho o maior assalto ao sistema financeiro do país. Foram cumpridos 42 mandados de busca e apreensão e 26 de prisão em São Paulo, Minas Gerais, Goiânia, João Pessoa, Bahia.
Segundo pessoas a par da investigação, a operação mirou hackers que realizaram as invasões ao sistema da C&M Software e pessoas que forneceram contas para a movimentação do dinheiro roubado. Calcula-se hoje que o bando roubou mais de 800 milhões de instituições financeiras.
Parte dos mandados de prisão foi cumprida na Espanha, Argentina e Portugal, com auxílio da Interpol. Os policiais apreenderam ao menos cinco veículos de luxo, armas, munições, joias e computadores.
Na Espanha, a polícia prendeu Ítalo Jordi Santos Pirineus, conhecido como “Breu”, que atuou como intermediário entre os hackers que invadiram o sistema da C&M Software e os encarregados de lavar o dinheiro do roubo em criptomoedas. Gabriel Bernardes Ferreira, que está foragido na Alemanha, não foi alvo dessa fase da operação.
A investigação avançou na identificação de outros envolvidos nas movimentações com criptomoedas após encontrar a carteira digital de Patrick Zanquetim, acusado de lavar mais de 200 milhões de reais.
A Justiça de São Paulo determinou o bloqueio de bens e valores equivalente a 640 milhões de reais. Os promotores conseguiram recuperar o equivalente a 1 milhão de reais em criptomoedas. Ao todo, foram recuperados 12 milhões de reais em criptoativos.



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