Na conversa que teve com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na segunda-feira (29), o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), defendeu o texto do relator Paulinho da Força (Solidariedade) sobre a redução de pena para os condenados pelo 8 de janeiro. A ideia é, a partir da discussão sobre a dosimetria, incluir destaques que tratem da anistia.
O principal obstáculo é convencer o deputado Eduardo Bolsonaro (PL) de que esse é o caminho. Dos Estados Unidos, Eduardo ataca qualquer iniciativa que não seja a anistia – e bate em Tarcísio, entre outros motivos, por isso. Sem o convencimento dele, deputados bolsonaristas do PL e de outros partidos não aderem à proposta articulada pelo Centrão.
A família Bolsonaro também está dividida. Em oposição ao irmão, o senador Flávio (PL) está ao lado de Tarcísio na estratégia de discutir o projeto. Ele diz que é possível modificar o texto que será proposto pelo relator.
No início da articulação sobre o projeto de lei que trataria da anistia, líderes do Centrão levaram a Bolsonaro a condição de só votar o texto depois do ex-presidente se comprometesse a apoiar Tarcísio na disputa pela presidência no ano que vem.
Bolsonaro, como noticiou o Bastidor, já se comprometeu. Mas vai esperar a aprovação de algum projeto que trate 8 de janeiro para anunciar o apoio. Aliados próximos do ex-presidente cobram de Tarcísio uma postura firme em relação à anistia.
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