Um projeto de anistia só será votado no Congresso se o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) se comprometer a apoiar a candidatura do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) a presidente no ano que vem. Deputado envolvidos na discussão relataram a negociação ao Bastidor.

Lideranças do Centrão querem evitar que Bolsonaro insista em lançar o filho Eduardo ou a esposa Michelle após uma definição sobre o projeto de lei. O Centrão quer os votos de Bolsonaro, sem um Bolsonaro como candidato.

A pauta só avançará se o ex-presidente aceitar as condições impostas por dirigentes partidários que articulam a candidatura de Tarcísio. Participam das conversas os presidentes do PP, Ciro Nogueira, do União Brasil, Antônio Rueda, do Republicanos, Marcos Pereira, e do PSD, Gilberto Kassab.

Não há, ainda, uma definição para levar o texto à apreciação na Câmara. A pressão que se intensificou nesta semana é oportunista: aproveita o julgamento no Supremo Tribunal Federal, um momento de fragilidade, para pressionar Bolsonaro a aceitar, ainda que por enquanto só nos bastidores, o compromisso de apoiar Tarcísio.  

A ideia é levar o projeto à votação tão logo o ex-presidente seja condenado. Há entre bolsonaristas quem defenda a antecipação. Não é o desejo dessas lideranças do Centrão.

Bolsonaro seguiria inelegível, sem chance de disputar eleição até 2030. Ficaria livre, no entanto, das acusações criminais.

Há conversas entre Tarcísio e ministros do STF buscando algum entendimento em torno da constitucionalidade do projeto de lei.

Paralelamente às articulações na Câmara, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil), afirmou que só votará um projeto alternativo, que diminuiria as penas, mas não perdoaria os condenados.

Para receber nossas notícias, clique aqui e acesse o canal do Bastidor no WhatsApp.