O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, do Republicanos, criticou duramente o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal de Federal, no ato da Paulista deste domingo (7). A manifestação reuniu milhares de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro em defesa da anistia aos envolvidos no 8 de janeiro.
No discurso, além de chamar Moraes de tirano, o governador pressionou o presidente da Câmara, Hugo Motta, também do Republicanos, para pautar o projeto de lei da anistia.
“Não vamos aceitar a ditadura de um Poder sobre o outro. Chega. Não vamos aceitar que nenhum ditador diga o que temos que fazer”, discursou.
Potencial candidato a presidente com a inelegibilidade de Bolsonaro, Tarcísio reforçou que o nome da direita para a disputa no ano que vem é o do ex-presidente.
Ao lado de Tarcísio, participaram do ato na avenida Paulista a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, o pastor Silas Malafaia, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), e parlamentares ligados ao ex-presidente.
A manifestação ocorre no início da semana decisiva do julgamento no STF de Bolsonaro por tentativa de golpe. Os atos ocorreram em diversas cidades do país.
Resposta
O ministro Gilmar Mendes, do STF, usou seu perfil no X para rebater as declarações de Tarcísio.
Na rede social, o ministro escreveu que “o Brasil realmente não aguenta mais são as sucessivas tentativas de golpe que, ao longo de sua história, ameaçaram a democracia e a liberdade do povo”. Disse ainda que “é fundamental que se reafirme: crimes contra o Estado Democrático de Direito são insuscetíveis de perdão! Cabe às instituições puni-los com rigor e garantir que jamais se repitam”.
Esquerda também foi às ruas
Contrários à anistia ao ex-presidente a aos condenados no 8 de janeiro, representantes da esquerda também fizeram atos neste 7 de setembro em várias capitais.
Em São Paulo, o maior deles, na Praça da República, participaram o ministro do Trabalho, Luiz Marinho (PT), e o presidente do PT, Edinho Silva.
“Alguém que pede anistia antes de ser condenado é a confissão do que está sendo apontado. Deixa o Supremo trabalhar. A nossa legislação é clara: crime contra o Estado não cabe nem anistia e nem indulto”, afirmou o ministro.
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