Se depender de suas lideranças – inclusive do presidente, senador Ciro Nogueira -, está pronto o desenho para o ingresso do PP no governo. O partido até tem uma reforma ministerial desenha para apresentar a Lula.
Está programado um encontro na quinta (20), quando Arthur Lira (PP-AL) apresentará a Lula o plano do PP. Ciro Nogueira não irá, porque jura que defende o PP fora do governo.
Segundo interlocutores do presidente da Câmara, os problemas são mais internos do que uma esperada rejeição de Lula, que tem sido ambíguo sobre o que dará efetivamente ao centrão, do qual o PP faz parte.
Arthur Lira e Ciro Nogueira divergem sobre quem deve ir para a presidência da Caixa Econômica Federal, para o lugar de Maria Rita Serrano. Lira quer Adeílson Cavalcante, Ciro prefere Gilberto Occhi. Banco estatal é para a cota dos manda-chuva do PP.
Adeílson e Occhi já trabalharam juntos no Ministério da Saúde durante o governo Michel Temer.
Já sobre o Ministério de Desenvolvimento Social não há divisão. Lira fica com a função de indicar o titular. Será alguém de sua bancada de apoio na Câmara.
A sugestão do PP é mandar o ministro Wellington Dias para a Casa Civil, no lugar de Rui Costa, ou para a Articulação Política, no lugar de Alexandre Padilha, que se mudaria para a Saúde. Se depender apenas do PP, a reforma ministerial de Lula está pronta.
Além de Dias, José Guimarães, atual líder do governo, é uma das opções para a Articulação Política. Guimarães é aliado de Lira, a ponto de petistas desconfiarem de sua lealdade ao governo.
Por fim, se depender do PP, Rui Costa volta para a Bahia para concorrer a prefeitura de Salvador. Ele não quer.

