No encontro que teve na segunda-feira, 9, com o ministro Paulo Guedes, o presidente Jair Bolsonaro comunicou sua decisão de tirar o ministro Bento Albuquerque do Ministério de Minas e Energia.
A possibilidade já havia sido tratada entre os dois e o nome de Adolfo Sachsida já vinha sendo analisado pela Casa Civil.
No mesmo encontro do início da semana, Guedes ligou para Sachsida para que o presidente falasse com ele sobre a situação da Petrobras.
Bolsonaro reclamou do aumento no Diesel que seria anunciado naquele mesmo dia logo após a companhia já ter informado sobre seu lucro de 44,6 bilhões de reais.
O presidente repetiu a mesma fala da semana passada, quando classificou, em sua live, o lucro da Petrobras como “estupro”.
Bolsonaro repetiu que o preço dos combustíveis estava prejudicando o país (por extensão prejudicando seu projeto de reeleição).
Mas o presidente não tratou apenas da Petrobras. Bolsonaro reclamou do aumento de até 25% no preço da energia elétrica autorizado pela Aneel. Para o presidente, Albuquerque foi relapso com o tema.
Sachsida falou da importância de se ter um olhar macroeconômica sobre as decisões em nível micro. Guedes traduziu a Bolsonaro convenientemente, dizendo que o novo ministro conseguiria atender as demandas sem passar uma imagem equivocada para o mercado.
Ao contrário do que tentaram parecer ao presidente, Sachsida não tem é um intervencionista sobre o preço praticado pela Petrobras nem sobre as concessionárias de energia elétrica.
No entanto, Bolsonaro preferiu acreditar que o assessor de Guedes, no ministério de Minas e Energia, siga o exemplo do ex-chefe, que pelo projeto de reeleição do presidente reformulou em muitos casos suas ideias.

