O presidente Jair Bolsonaro tem dito a seus aliados conhecer o alto risco assumido para trazer a Copa América para o Brasil, mas fez uma aposta para sediar a competição.

Se faltar oxigênio ou vagas em UTIs nas cidades que vão receber os jogos – Brasília, Goiânia, Cuiabá e Rio – seus adversários vão atacá-lo. A pior situação hospitalar é a do município do Rio, com ocupação de 95% das UTIs. Brasília tem 88%, Goiânia 78% e Cuiabá 76%. 

A expectativa do presidente é o campeonato sul-americano de seleções movimentar a economia nos serviços ligados ao turismo que foram muito atingidos pela pandemia. Além desses efeitos positivos, o presidente espera benefícios indiretos para os segmentos mais pobres da população

Bolsonaro também conta com o sucesso da Copa América para mostrar a realização esportiva na campanha da reeleição no ano que vem.