Após uma reunião com o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, o presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana, do Podemos de Minas Gerais, afirmou nesta terça-feira (3) que fez um acordo com a defesa de Daniel Vorcaro e adiou para o dia 26, após o Carnaval, o depoimento do dono do Banco Master. Ele falaria à comissão na quinta-feira (5), na condição de testemunha.
Vorcaro foi convocado porque o Master foi um dos principais bancos do país no segmento de crédito consignado e por centralizar as operações financeiras de diversas associações investigadas por descontos ilegais em aposentadorias e pensões.
Toffoli autorizou o depoimento de Vorcaro, desde que restrito ao tema da CPMI. Em troca da mudança da data, os advogados concordaram em não pedir ao Supremo Tribunal Federal um habeas corpus preventivo, para Vorcaro ficar em silêncio. Viana disse que, caso o acordo seja descumprido, mandará fazer uma condução coercitiva de Vorcaro.
Viana pediu compartilhamento das provas colhidas pela Polícia Federal. Segundo ele, Toffoli disse que só encaminhará os documentos quando a Polícia Federal terminar de compilar os dados, o que deve levar três semanas.
Atualização às 20h23 de 3 de fevereiro de 2026: Depois da publicação desta reportagem, Carlos Viana decidiu remarcar de novo o depoimento de Vorcaro, do dia 19, para o dia 26, dando ainda mais prazo para o banqueiro.

