O senador Renan Calheiros, presidente da Comissão de Assuntos Econômicos, afirmou que o grupo de trabalho instalado nesta quarta-feira (4) para apurar o caso Banco Master vai abrir uma frente direta com o Banco Central. A comissão fará nesta tarde uma visita à autoridade monetária e pretende convidar seu presidente, Gabriel Galípolo, para comparecer ao Senado.

Em encontro com o presidente do Tribunal de Contas da União, Vital do Rego, na terça-feira, Renan requisitou a documentação relacionada ao caso, incluindo cópias de procedimentos abertos e manifestações do Ministério Público sobre a liquidação do Banco Master. Renan foi o responsável pela indicação de Vital para o TCU.

Sem citar nominalmente o presidente da Câmara, Hugo Motta, e seu antecessor Arthur Lira, como fez em declarações recentes, o senador afirmou que o TCU teria sido “chantageado” para “liquidar a liquidação” do Banco Master, “abertamente, à luz do dia”. Renan é inimigo de Arthur Lira e seu adversário em Alagoas.

Segundo ele, a pressão teria partido de setores políticos ligados à Câmara, que teriam buscado criar um ambiente favorável à interferência no processo e chegaram a articular votações como a elevação do limite do Fundo Garantidor de Créditos para 1 milhão de reais. O senador Ciro Nogueira, do PP, aliado de Lira, foi o autor da rejeitada emenda que aumentaria o limite do FGC.

Sem a instalação de uma CPI para investigar o caso Master, o grupo de trabalho foi criado para investigar o caso no Senado dentro da Comissão de Assuntos Econômicos.