Alguns líderes evangélicos estão incomodados com a pressão do Advogado-Geral da União, André Mendonça, por apoio ao seu nome para substituir o ministro Marco Aurélio Mello, que se aposenta em julho no Supremo Tribunal Federal.

Esses pastores estão insatisfeitos com as cobranças de Mendonça e chegam a considerar que elas beiram a ameaça de represália. Segundo esses líderes, a atitude do AGU está dificultando uma sugestão de consenso que represente as igrejas evangélicas.  

Uma fonte do Palácio do Planalto avalia que a falta de consenso desses grupos religiosos causa problemas para o presidente Jair Bolsonaro porque pode magoar os rejeitados na indicação que vai aos senadores.

Os líderes evangélicos estão divididos entre o apoio a Mendonça e ao presidente do Superior Tribunal de Justiça, ministro Humberto Martins, que também é defendido pelo senador Flávio Bolsonaro e pelo advogado Frederick Wassef.