A CPI do Crime Organizado aprovou, nesta quarta-feira (18), quebra dos sigilos bancário e fiscal do Arleen Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia, que fez negócios com a Maridt, empresa da família do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal. O Arleen faz parte do universo de fundos investigados pela Polícia Federal no caso do Banco Master.

O fundo Leal, cujo único cotista é Fabiano Zettel, cunhado do dono do Master, Daniel Vorcaro, aportou 19,9 milhões de reais no Arleen. Este, por sua vez, comprou a fatia da Maridt no resort Tayayá, de acordo com o Estadão. O Arleen investiu aproximadamente 20,7 milhões de reais no Tayayá.

É o segundo ato da CPI que pode esclarecer a profundidade dos negócios da empresa de Toffoli com o universo do Master. Na semana passada, a CPI aprovou a quebra dos sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático de Fabiano Zettel, cotista do fundo Leal.

Na mesma sessão, a CPI aprovou a convocação da influenciadora Martha Graeff, ex-noiva de Vorcaro. A convocação dela já havia sido aprovada no dia 12 na CPMI do INSS. Graeff é citada em apurações sobre transferência de bens e uso de estruturas patrimoniais ligadas ao Master.

Leia a íntegra dos requerimentos aprovados: