Ao menos três ministros do Supremo Tribunal Federal conversaram com o colega Alexandre de Moraes, relator do processo penal da trama golpista de 2022, sobre a possível transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro para o regime de prisão domiciliar. Gilmar Mendes, Kassio Nunes Marques e André Mendonça defendem que, diante do quadro de saúde, Bolsonaro cumpra sua pena em casa.
No início do mês, Bolsonaro foi submetido a procedimentos médicos devido às sucessivas crises de soluços. Desde então, sua situação pouco mudou.
O principal argumento levado a Moraes é que uma eventual piora na saúde do ex-presidente na Papudinha recairia sobre o STF e inflamaria a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência.
Gilmar, Kassio e Mendonça contam com o apoio de Luiz Fux, que não tem espaço com Moraes para falar do tema. Não veem resistências nos ministros Cristiano Zanin, Cármen Lucia e do presidente da Corte, Edson Fachin, à mudança. Buscam criar uma posição majoritária para convencer Moraes.
Gilmar Mendes é o principal contato da família Bolsonaro, em especial a ex-primeira-dama Michelle, no STF. É ele quem lidera o movimento em favor do ex-presidente.

