A base do governo Lula (PT) conseguiu evitar um revés semelhante ao sofrido na CPMI do INSS e conseguiu eleger o senador Fabiano Contarato (PT-ES) presidente da CPI do Crime Organizado, criada nesta terça-feira (4) no Senado. O relator será o senador Alessandro Vieira (MDB-SE), autor da ideia da CPI. Contarato foi eleito por 6 a 5.

Vieira apresentou 38 requerimentos para convidar autoridades da segurança pública para debater o avanço das facções criminosas no país. Em sua primeira sessão, a comissão aprovou todos.

Foram convidados os governadores do Rio de Janeiro, Cláudio de Castro, que liderou a operação contra o Comando Vermelho na semana passada, e o de São Paulo, Tarcísio de Freitas. Na lista estão os ministros Ricardo Lewandowski (Justiça e Segurança Pública) e José Múcio (Defesa).

Ao assumir o comando da CPI do crime organizado, Contarato afirmou que a segurança pública “não deve ser uma pauta apenas da direita, nem uma bandeira exclusiva de conservadores”. O relator, Alessandro Vieira, disse na semana passada que propôs a CPI com a intenção de produzir ideias para políticas de combate ao crime organizado.

A chance de isso acontecer são mínimas. Como a segurança pública será um dos principais temas da campanha eleitoral de 2026, a CPI se tornará um palco para a oposição tentar desgastar o governo, que fez pouco na área e tenta há um ano aprovar a PEC da Segurança na Câmara. A oposição escalou para a comissão os senadores Flávio Bolsonaro, Márcio Bittar, Magno Malta, Marcos do Val e Hamilton Mourão.

A instalação da CPI acontece após a operação que matou 121 pessoas. No início da tarde desta terça (4), em coletiva em Belém, o presidente Lula (PT) avaliou a ação policial como “desastrosa” e afirmou que houve matança.

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