O presidente Lula confirmou, nesta terça-feira (31), que ele e o vice-presidente, Geraldo Alckmin, repetirão a chapa de 2022 na busca pela reeleição, em outubro. A declaração de Lula ocorreu durante reunião que marcou a saída de 14 ministros dos cargos para disputar a eleição. Como é ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Alckmin também teve de deixar o cargo.

Ao longo do último ano, Lula e o PT tentaram convencer Alckmin a disputar o governo de São Paulo contra Tarcísio de Freitas ou ser candidato ao Senado. Nas duas hipóteses, Alckmin abriria espaço para Lula atrair um vice do PSD ou do MDB e Alckmin teria chance de se eleger para um dos cargos. Ele, porém, deixou claro que, se não fosse para continuar no cargo, ficaria fora da eleição.

O fato de o presidente do PSD, Gilberto Kassab, ter decidido por ter candidato próprio e a maioria do MDB rejeitar uma aliança com Lula contribuíram para a manutenção de Alckmin no posto.

A manutenção de Alckmin é confortável para Lula. Os dois se dão bem. De forma discreta, Alckmin foi um dos responsáveis pela negociação que resultou na suspensão do tarifaço imposto por Donald Trump no ano passado.

A união entre Alckmin e Lula é um dos efeitos da polarização. Adversários na eleição de 2006, quando PT e PSDB eram as principais forças da política, os dois se uniram em 2022 para enfrentar Jair Bolsonaro.