Até que demorou, mas a crise dos reajustes chegou ao STF. Se antes Luiz Fux estava sendo pressionado pela categoria por meio de conversas e pedidos, agora a corte que preside terá que julgar a alegada omissão do Executivo em cumprir a Constituição.

A Associação Nacional dos Magistrados Estaduais (Anamages) diz ao STF que, “além de flagrante a violação aos textos constitucionais dado ao não-atendimento a Revisão Geral Anual do subsídio de Ministro do STF, o Sr. presidente Jair Messias Bolsonaro, vem aumentando o seu próprio salário e dos seus pares por meio de portaria que beneficia primeiro escalão e remuneração mensal pode chegar a R$ 66 mil”.

A grita da magistratura somou-se a dos servidores de Receita Federal, que já adotaram medidas para forçar o aumento salarial, e Banco Central, que vão decidir na próxima semana se entram em greve. Além disso, o Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado decidiu mobilizar servidores pela paralisação a partir do próximo dia 18.

E tudo começou com a medida eleitoreira de Bolsonaro, que reajustou apenas os salários de policiais federais, rodoviários federais e penais no orçamento deste ano. Paulo Guedes suplicou ao presidente que não ceda às pressões classistas, pois, disse o economista, a situação fiscal do país ficaria insustentável.

Mas o mercado não se preocupou com a situação. Já precificou o gasto nos bilhões extra aprovados com a PEC dos Precatórios.