O Partido Liberal encerrou nesta segunda-feira (27) sua convenção estadual em Minas Gerais sem definir candidato ao governo, à espera de uma resposta do senador Cleitinho Azevedo, do Republicanos. O partido até adiou o encontro, que deveria ter ocorrido na quinta, dia 23, para dar mais tempo ao senador. O registro de candidaturas pode ser feito até o dia 15 de agosto.
Líder nas pesquisas para o governo de Minas Gerais, Cleitinho vem adiando repetidamente sua decisão. Em junho, dizia que só se posicionaria após o fim da Copa do Mundo, em 19 de julho. No dia anterior à final, o senador perdeu o irmão, Matheus Azevedo, e o anúncio não ocorreu no prazo previsto. Uma de suas condições para entrar na disputa é ter o prefeito de Patos de Minas, Luis Eduardo Falcão, como candidato a vice.
No sábado (25), Cleitinho não compareceu à convenção do Republicanos, onde era esperado para anunciar a candidatura. Sem ele, o partido adiou a decisão para 5 de agosto, data final para as convenções partidárias.
Diante da indefinição, o PL optou por deixar a vaga em aberto em vez de lançar candidato próprio. A legenda homologou apenas a candidatura do deputado federal Domingos Sávio ao Senado e as chapas proporcionais.
A direção do PL mantém uma alternativa para o caso de Cleitinho desistir da corrida. O principal nome hoje é o do ex-secretário de Governo de Minas Marcelo Aro, do PP, opção que preserva a articulação com a federação União Progressista.
Assim como o PT, o PL não conseguiu fechar alianças em Minas. A última opção é ter candidato próprio. O ex-presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais Flávio Roscoe e o ex-prefeito de Betim Vittorio Medioli são cotados, mas ambos dependeriam mais de Flávio Bolsonaro do que o ajudariam a obter votos.

