O périplo que André Mendonça tem enfrentado para ser sabatinado pela CCJ do Senado está afetando o Conselho Nacional do MP e o CNJ. A comissão presidida por Davi Alcolumbre ainda não votou indicações de conselheiros para esses órgãos porque teria que justificar o atraso em analisar o nome do ex-AGU e ex-ministro da Justiça.
Como Mendonça foi indicado oficialmente em 13 de julho, qualquer nome colocado para análise depois dessa data tem – por liturgia – que aguardar na fila. Em 30 de agosto, o STJ aprovou a indicação de Salise Monteiro Sanchotene e Marcio Luiz Coelho de Freitas para o CNJ, além de Daniel Carnio Costa como conselheiro do CNMP.
Todos aguardam uma data na CCJ do Senado. O Bastidor já mostrou que um dos motivos para Alcolumbre atrasar a sabatina de Mendonça é uma promessa não cumprida por Bolsonaro. Em conversa com o presidente, o senador o lembrou que o Exército asfaltaria 400 quilômetros de estrada no Amapá, sua base eleitoral.

