O governador de Goiás e pré-candidato à presidência da República, Ronaldo Caiado, não é considerado um nome viável pelos principais dirigentes do seu partido, o União Brasil. A federação formada entre a sigla e o PP, anunciada em abril, reduziu ainda mais suas chances de concorrer em 2026.

As articulações de partidos de direita e de centro apontam para dois caminhos mais prováveis, segundo participantes de conversas desta semana relataram ao Bastidor.

O favorito de todos é o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, do Republicanos. Há uma pressão do PP, presidido pelo senador Ciro Nogueira, e do União Brasil, comandado por Antônio Rueda, para que Tarcísio seja o nome da direita a enfrentar o presidente Lula no ano que vem.

Como mostrou o Bastidor, Ciro Nogueira trabalha para ser o vice de Tarcísio. É o que desejam o próprio Ciro, o PP e o União Brasil. O senador tenta convencer Jair Bolsonaro a anunciar logo o apoio ao governador de São Paulo. O ex-presidente resiste.

Outro nome que sai das conversas é do governador do Paraná, Ratinho Junior, do PSD. Ele é considerado a principal alternativa à possível escolha de Tarcísio em disputar a reeleição em São Paulo. O próprio presidente do PSD, Gilberto Kassab, já declarou que Tarcísio é a primeira opção e Ratinho, a segunda.

Os diálogos envolvem dirigentes partidários, empresários, governadores e parlamentares do União Brasil, PP, Republicanos, PSD, MDB e Novo. Nomes do PL eventualmente são consultados.

Caiado seguirá em campanha até Tarcísio e Bolsonaro se decidirem. Outro que anunciou a pré-candidatura, mas também está praticamente descartado nas conversas, é o governador de Minas, Romeu Zema.