Ficou nas mãos do líder do governo no Senado, Jaques Wagner, a missão de preparar o terreno para a consolidação da indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal. Enquanto o presidente Lula estiver na Ásia, até a semana que vem, caberá a Wagner quebrar a resistência a Messias entre os senadores.

O presidente da Casa, Davi Alcolumbre, defende a indicação do aliado Rodrigo Pacheco. Porém, foi informado pelo próprio Lula que o escolhido é Messias.

Lula havia dito a pessoas próximas que confirmaria a escolha antes da viagem. O adiamento se deu justamente após uma conversa com Alcolumbre. Segundo o senador, ao contrário de Pacheco, Messias ainda precisa construir a maioria. São necessários votos favoráveis de ao menos 41 senadores para ser aprovado.

A partir dessa conversa, Lula escalou Wagner para interceder. O senador começou a dar entrevistas reforçando a posição do presidente em defesa de Messias.

A história, contudo, está a favor de Lula, Messias e Wágner: em 136 anos de República, o Senado só rejeitou indicados ao Supremo do presidente Floriano Peixoto (1891-94).

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