O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta terça-feira (26) à Polícia Penal do Distrito Federal que monitore a casa do ex-presidente Jair Bolsonaro no Jardim Botânico, em Brasília. Uma viatura deve permanecer na porta da residência durante as 24 horas do dia. O ministro atendeu a pedido da Procuradoria-Geral da República, que apontou risco real de fuga de Bolsonaro, depois que perícia da Polícia Federal encontrou em seu celular um pedido de asilo político ao presidente da Argentina, Javier Milei.
Moraes cita na decisão que as medidas são necessárias em face do julgamento do processo em que Bolsonaro é acusado de comandar uma tentativa de golpe, que começa na terça-feira, dia 2 de setembro, e seguirá até o dia 12.
Na decisão, Moraes diz que a Polícia Penal deverá tomar as medidas que considerar necessárias para monitorar a casa de Bolsonaro, mas sem invadir o imóvel, nem provocar constrangimentos ao ex-presidente ou à vizinhança. O uso de armas e de uniformes para manter a ordem ficará a critério dos policiais.
A PGR considerou que, apesar de ser monitorado por tornozeleira eletrônica, Bolsonaro poderia fugir e buscar asilo em uma embaixada. Pela localização de sua casa, seria possível que ele chegasse a alguma embaixada antes do acionamento e chegada da polícia.
Bolsonaro está sob prisão domiciliar desde o início do mês, por ter descumprido medidas de restrição impostas por Moraes, no inquérito que apura as ações dele e do filho, Eduardo, para desestabilizar a economia nacional e impor sanções a ministros do STF com a ajuda dos Estados Unidos.
Leia a íntegra da decisão:
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