O presidente do Superior Tribunal de Justiça, ministro Herman Benjamin, negou na segunda-feira (20) um pedido de habeas corpus para o foragido Gabriel Bernardes Ferreira de Faria, acusado de participar do roubo de 3 bilhões de reais de instituições financeiras, considerado o maior da história do país.
Segundo as investigações, Gabriel deixou o Brasil em 1º de julho, um dia após o ataque hacker a C&M Softaware. Embarcou em um voo para a Alemanha. A Justiça de São Paulo determinou a inclusão de seu nome na lista de difusão vermelha da Interpol como foragido.
No pedido ao STJ, os advogados afirmam que Gabriel deseja voltar ao Brasil porque seu pai, que mora em Goiânia, tem graves problemas de saúde e necessita de cuidados. Sugerem que seja aplicada prisão domiciliar ou uso de tornozeleira eletrônica a Gabriel. O ministro negou o pedido.
Gabriel é de Aparecida de Goiânia (GO) e integra o grupo dos lavadores do dinheiro do roubo milionário que ocorreu no fim de junho. Ele recebeu cerca de 32 milhões de reais roubados em 59 transações. Foi denunciado pelo Ministério Público do Estado de São Paulo por furto eletrônico mediante fraude e lavagem de dinheiro.
Junto com ele foram denunciados Patrick Zanquetim e Nilla Vitória, suspeitos de lavar cerca de 200 milhões de reais em criptomoedas. O casal está preso em Goiânia e aguarda análise de um pedido de habeas corpus apresentado ao STJ.
A investigação conduzida pelo Ministério Público de São Paulo e pela Polícia Federal busca identificar os executores da invasão hacker. Uma linha de investigação apura outros ataques cibernéticos que ocorreram após o caso da C&M Softaware e tiveram o modo de operação semelhante.
O Bastidor entrou em contato com Rodrigo Lustosa, advogado de Gabriel, que afirmou não ter visto a decisão do ministro Herman Benjamin.
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