O ex-presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, foi preso nesta quinta-feira (13), alvo da quarta fase da Operação Sem Desconto. A decisão partiu do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça. A Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) cumprem 63 mandados de busca e apreensão, 10 prisões preventivas e outras medidas cautelares em 14 estados e no Distrito Federal.
Entre os presos, além de Stefanutto estão o ex-ministro da Previdência José Carlos Oliveira; quatro integrantes da Conafer (Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais), uma das entidades acusadas de se beneficiar dos descontos irregulares; o ex-diretor de Benefícios do INSS André Paulo Fidelis; o ex-procurador do INSS Virgílio Antonio Ribeiro e sua esposa, Thaisa Hoffmann, que recebeu dinheiro de empresas de Antonio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS.
O deputado federal Euclydes Pettersen, do Republicanos de Minas Gerais, e o deputado estadual Edson Araújo, do PSB do Maranhão foram alvo de mandados de busca e apreensão.
Stefanutto foi levado ao cargo em 2023 pelo então ministro da Previdência, Carlos Lupi. No dia da primeira fase da operação Sem Desconto, em abril, Lupi defendeu Stefanutto e se recusou a demiti-lo. Dias após a saída de Stefanutto, o próprio Lupi deixou o governo.
De acordo com a investigação, entidades como sindicatos e associações assinavam acordos com o INSS e descontavam mensalidades diretamente do pagamento de aposentados e pensionistas, sem autorização das pessoas. Cerca de 6,3 bilhões de reais foram desviados desta forma entre 2019 e 2024.
Durante anos, parlamentares aprovaram medidas que facilitaram para que as entidades fizessem os descontos e dificultavam o cancelamento. Aprovaram também medidas que adiaram por anos a fiscalização dos convênios com essas entidades e sindicatos.
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