A ministra Marluce Caldas, do Superior Tribunal de Justiça, mandou soltar a médica Nilla Vitória Ribeiro Campos, acusada de lavar parte dos 813 milhões de reais roubados de instituições financeiras, no maior golpe ao sistema financeiro registrado no país. Ela estava presa desde 16 de julho, em Goiânia, e é a primeira integrante do grupo acusado de praticar a fraude a ser solta.

Nilla foi presa pela Polícia Federal junto com o noivo, o corretor de criptoativos Patrick Zanquetim de Morais, apontado como um dos principais líderes do roubo. Eles são suspeitos lavar mais de 200 milhões roubados.

Como mostrou o Bastidor, os advogados de Nilla protocolaram um habeas corpus em outubro, que foi negado pela ministra Marluce Caldas. Mas, no entendimento mais recente, a magistrada considerou que Nilla não foi denunciada por organização criminosa e não apresenta riscos de voltar a delinquir.

Por determinação do STJ, Nilla deverá usar tornozeleira eletrônica, se apresentar mensalmente no fórum e está proibida de manter contato com outros investigados pelo crime. Os principais líderes da quadrilha estão presos na Espanha e aguardam extradição.

Um documento obtido pelo Bastidor mostra que os criminosos mantêm o equivalente a 667 milhões de reais em criptomoedas fora do alcance da Justiça. Autoridades que atuam na investigação dão o valor como perdido.

O Bastidor entrou em contato com a defesa de Nilla Vitória Ribeiro Campos, que não respondeu.