O contador Rodrigo Morgado voltou a ser alvo de uma operação da Polícia Federal, deflagrada nesta quarta-feira (21), na Baixada Santista, em São Paulo. O empresário, que é apontado por investigadores como contador do PCC, é suspeito de ter usado uma complexa estrutura para movimentar dinheiro em espécie e por meio de criptoativos.

Além de Morgado, outras seis pessoas foram alvos da operação, batizada de Narco Azimut, que cumpriu mandados de prisão temporária e de busca e apreensão. Segundo as investigações, os suspeitos movimentaram cerca de 39 milhões de reais por meio da estrutura mantida por Morgado. Além da movimentação em espécie e em ativos digitais, há indícios do uso de casas de apostas online, as chamadas bets, para encobrir a origem ilegal do dinheiro.

Essa é a terceira vez, em menos de um ano, que Morgado é alvo de policiais federais. Em outubro do ano passado, os policiais prenderam ele e um influenciador digital também suspeito de participar do esquema. Enquanto o influenciador promovia sorteios de prêmios e ostentava uma vida de luxo nas redes sociais, o Morgado era responsável por esconder a origem do dinheiro. Naquela ocasião, os investigadores já haviam detectado a movimentação ilegal de, pelo menos, 671 milhões de reais.

Nas redes sociais, Morgado se descreve como “expert em redução de impostos”. Em dezembro, o pai dele foi morto a tiros, no próprio restaurante, na cidade de Cubatão, também na Baixada Santista.

A outra operação foi deflagrada em maio e teve a colaboração do departamento antidrogas dos Estados Unidos (DEA, na sigla em inglês). Na ocasião, os policiais americanos informaram as autoridades brasileiras sobre o uso de barcos à vela para o transporte de drogas que saíam de Santos, com destino à Europa.

Além da Baixada Santista, os mandados foram cumpridos nas cidades de Ferraz de Vasconcelos, São Bernardo do Campo, São José dos Campos, São Paulo, Goiânia e Armação dos Búzios.