O empresário Sebastião Ribeiro de Miranda Neto, o Tiãozinho Miranda, ofereceu dinheiro à reportagem do Bastidor para que matérias sobre ele não fossem publicadas.
Com atuação nos bastidores da mineração e da política em Brasília e no Pará, ele é suspeito de ocupar ilegalmente áreas com minério para depois negociá-las. O empresário é sobrinho do ex-prefeito de Marabá Tião Miranda.
A tentativa de suborno se deu na quarta-feira, quando a reportagem procurou o empresário para comentar uma decisão da desembargadora Maria do Carmo Cardoso, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, que o beneficiou.
Como mostrou o Bastidor, a desembargadora decidiu trancar um inquérito instaurado em 2022 pela Polícia Federal no Pará a pedido do Ministério Público Federal para investigar se servidores da Agência Nacional de Mineração receberam propina para favorecer Tiãozinho e uma de suas empresas, a Luz Mineração Ltda., em decisões administrativas sobre áreas de cobre e ferro no sudeste do Pará.
Às 13h57 de quarta-feira (12), a reportagem enviou uma mensagem pelo WhatsApp a Tiãozinho explicando a pauta. Pediu para falar com ele.

Às 16h21, ele respondeu, dizendo que poderia falar pelo aplicativo mesmo. O Bastidor então o questionou sobre acusações que a mineradora Vale fez na Justiça contra decisões da ANM a seu favor.
Às 17h18, o empresário envia uma foto no modo visualização única perguntando: “Todo mundo gosta de dinheiro, quer quanto para não mexer com isso?”. A reportagem registrou a oferta.

Tiãozinho não mais respondeu às mensagens do Bastidor desde então.
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