Os acionistas do BTG Pactual e do Banco Pan aprovaram a incorporação do antigo PanAmericano pelo conglomerado comandado por André Esteves. Com a operação, as ações do Pan serão retiradas da B3, e a instituição passará a funcionar como subsidiária indireta do BTG. A decisão foi tomada na noite de terça-feira (9) e comunicada ao mercado nesta quarta (10).
Como mostrou o Bastidor, a decisão encerra a trajetória iniciada em 2010, quando o Banco Central detectou uma fraude bilionária no PanAmericano, então do grupo Silvio Santos. Após uma operação de resgate com recursos do FGC e da Caixa, Esteves comprou o banco em 2011.
A aquisição representou ao BTG uma entrada rápida e de baixo custo no varejo de massa. Para um banco tradicionalmente voltado ao atacado e à alta renda, o movimento permitiu diversificar receitas e consolidar uma plataforma de varejo voltada às classes C e D, mantida separada da marca principal.
Atualmente, o BTG detém 78,3% do capital do Pan, enquanto 21,7% das ações seguem em circulação na B3. Pela proposta aprovada, os minoritários receberão ações do próprio BTG em troca de seus papéis, sem pagamento em dinheiro.
A oferta prevê a entrega de 0,2128 unit do BTG para cada ação do Pan. Como os minoritários possuem 271.177 ações, receberão cerca de 57.706 units. Considerando o valor de 42,25 reais por unit em 30 de junho, data-base da projeção, as notas explicativas estimam um custo econômico de 2,44 bilhões de reais para o BTG.

